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TAMO JUNTO

terça-feira, 3 de junho de 2008

CALIBRE12

Olá amigos!
Hoje eu estou afim de falar um pouco, ou melhor escrever, sobre minha ex-banda o Calibre12.
Sim pessoal, eu toquei nessa que é uma das maiores bandas de HardCore de São Paulo e do Brasil. Falo isso com propriedade, porque depois de tantos anos na estrada a gente começa a perceber como as coisas funcionam e como o público também age diante dos fatos.
Minha trajetória com a banda durou apenas 10 anos, eu gostaria que fosse mais, mas por causa das nossas coisas da vida, temos que tocar adiante, eu penso que para cada escolha sempre tem uma renúncia.
Eu acabei entrando na banda meio que de para-quedas, na época eu já trabalhava com música no esquema de aulas e tocava em um outro grupo chamado Hard Core Por Ódio, em que os amigos em comum eram do Calibre.
Certa vez meu amigo Téo perguntou se haveria problema em tocar com os caras para cobrir uma data já agendada, porque a banda estava sem guitarrista. Eu respondi que tudo bem, o pessoal era gente boa e eu sempre gostei do som. O maior problema no Calibre sempre foi o entra e sai de músicos, principalmente no início de sua formação, ao todo foram mais de 20 guitarristas e uns 4 ou 5 bateras, rsrsrs.
Certo dia então o vocalista Navau me ligou e disse que precisava de uma ajudinha para fazer um show em Campinas, me perguntou se eu iria com eles tocar. Aceitei e marquei com ele de pegar uma fita k7, isso mesmo fita, com algumas músicas para ouvir o som. O local seria o antigo Bar-do-Meio no bairro de Pinheiros.
Esse reduto foi por algum tempo um point de punks e undergrounds aqui da região do centro e zonas oeste e sul da cidade.
Peguei a fita, fui para casa e fiquei trancado no quarto tocando até tirar perfeitamente todos os sons.
No dia do ensaio passamos as músicas e o som fluiu muito bem, inclusive as passagens com solos onde os outros guitarristas não conseguiam fazer igual as gravações, foi tudo de primeira sem maiores problemas. Nesse dia eu tive também a oportunidade de conhecer melhor os outros integrantes.
Após o show de Campinas perdi um pouco do contado com a galera, mas a amizade e a simpatia ficaram.
Dias passados meu amigo Téo, novamente ele, passou em casa e disse que estava indo para o estúdio ver as gravações do primeiro disco do Calibre, no caso o álbum Víctimas da Podridão, isso mesmo, Víctimas com "c" como forma de rebeldia.
Chegando no estúdio o pessoal estava em um impasse danado, pois o cara que ia levar a guitarra e gravar algumas bases não tinha ido, mais uma vez o problema com guitarrista, então me prontifiquei em ajudar, fomos em casa e eu peguei meu equipo, assim poderíamos terminar as gravações.
Ao voltar me deparei com uma surpresa: os caras queriam que eu gravasse algumas coisas, porque eu já tinha tocado com eles e sabia as bases melhor que o Ricardo, que era baixista mas iria gravar as guitas também.
Desde então fiquei cada vez mais ligado e envolvido com a banda. Participei até o processo final das gravações e semanas depois fui convidado oficialmente para integrar o grupo.
Foram muitos shows e roubadas também, a maioria roubada mesmo, mas tudo bem, isso infelizmente faz parte. No mais importante é que construímos um ciclo de amizade e trabalho nunca visto antes em nenhuma banda do estilo.
No Calibre12 eu gravei além do Víctimas os álbuns Resistiremos Até o Fim, Ao Vivo no Hangar 110 e Underground, fora uma série de coletâneas, tributos e participações especiais.
Declaro que saí porque tive que seguir meu caminho e minhas coisas, nesse ponto a banda já não fazia mais parte dos meus planos, mas fica para a posteridade a memória de uma pessoa que apesar de todos os erros vestiu a camisa e foi à luta.

Tiago Maciel

Um comentário:

Claudio Azevedo disse...

AEW
MUITO FODA O POST
GOSTEI
CALIBRE 12 É MUITO FODA, SEM DUVIDA UMA GRANDE INFLUÊNCIA.
SE PUDER, ME ADD NO MSN: csazevedo2@hotmail.com

ABRAÇOS
RESISTÊNCIA E SAÚDE.